sábado, 17 de dezembro de 2011

Dreams!

N
ada de muito definível, absolutamente nada de equilibrado entre os extremos. Tudo fora dos padrões, como se um relógio estivesse funcionando do lado contrário ou coisa parecida. Uma triste sensação de perda, sensação de revolta, sem volta, acabado, findado sem consentimento. Jeitos, olhares, sorrisos, encantos... uma doce projeção arquitetada por mais uma vítima dos sentimentos mais cafonas existentes.

U
ma maneira diferente de ser, mil incógnitas em um só olhar, um jeito de caminhar bonitinho, calçando um all star e usando uma mochila nas costas. Ah, aquela mochila! Uma mochila azul jamais esquecida, e um jeito de falar tão lindo, mesmo que a tenha ouvido uma só vez... Incrível como as pessoas se transformam depois de conhecerem alguém, ou saberem que esse alguém existe. É no mínimo cômico, não impetro explicar e acho que ninguém o explica. Mas quando você vê esse alguém atravessando a rua, ou parado a alguns metros da sua frente, ou caminhando atrás de você, tudo e só o que você queria era poder abraçá-la e mostrar ao mundo o quanto ela é linda, o quanto você tem pensado nela nos últimos dias, semanas, nos últimos oito meses, ou sei lá! Deixemos essa coisa de “outras vidas” encarregada de explicar sentimentos abstratos, incompreensíveis. Desejos estranhos, frio, barraca, doces, você! Sensações estúpidas de perdermos algo que jamais nos pertenceu.

O
ito horas de sono, oito horas de sonho. Talvez essas sejam as oito melhores horas do dia porque estou ao seu lado. Tomamos café forte, filme dos piores é o que há, inverno, chuva, risos, sexo! Enfim, o celular desperta e uma música poderosa traz à tona tudo o que se quer esquecer. O sol batendo na cara, um calor infernal, você lembra que é dia 17 de dezembro. O inverno, o café, você, tudo isso foi só mais um sonho idiota. Mas seria tão bom!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Inesperado é bem melhor!

Assim que deveria ser. É assim que tem que ser. Se ao menos 30% das coisas acontecessem da maneira como queríamos que acontecesse “seria tão mais fácil, menos difícil” na primeira impressão. Porque decifrando melhor toda essa codificação que chamamos de destino, entendemos (mesmo que um pouco) que os outros 70% dessa estimativa-de-coisas-que-queremos-ou-não-que-aconteça é o que realmente daria certo, entende? As melhores coisas acontecem inesperadamente, sem hora marcada, ligações de reaviso, horas no cabelereiro, dentes bem escovados, vestimenta pra detonar! Não! Isso realmente não dá certo, pelo menos não pra mim!
E quando bate uma fome lá pelas 6 da tarde – ou a qualquer hora do dia, porque isso também é imprevisível – você vai comprar pão na padaria que fica ali, ali, na frente da sua casa: Nem vou trocar de roupa, vai assim mesmo, quem é que vai ver? Um funcionário da padaria até que é bem ajeitado, mas não me interesso muito por ele não. Qualquer que seja o motivo da sua falta de interesse/afinidade pelo dito guri da padaria, você simplesmente não acha necessário – trocar de roupa, passar uma chapa no cabelo, massa corrida na cara pra cobrir as 32 espinhas, colocar um calçado decente – tudo isso pra ver o “guri da padaria” é muito empenho, vamos e venhamos!
Então você vai assim mesmo, calção rasgado, pernas nem tão bem depiladas, as 32 espinhas “quase imperceptíveis” e moldurando toda essa beleza natural (!) um cabelo do diabo! Tendo a certeza louca de que não vai ver NINGUÉM de interessante, você vai. Pede os pães, e assim que se vira, entra naquela padaria a pessoa que você menos esperava ver naquele momento, a única pessoa que você não queria ver NAQUELE momento, ou pelo menos que não visse você naquele estado calção rasgado, pernas nem tão bem depiladas, as 32 espinhas “quase imperceptíveis” e moldurando toda essa beleza natural (!) um cabelo do diabo! Isso é que eu chamo de imprescindível! Eita sorte! Você parece ter aprendido, então, da próxima vez que ir comprar pães, vai ao menos colocar uma calça e domar um pouco o cabelo, NADA. Que coisa mais estranha. Esperamos o inesperado e isso é meio idiota, porque se esperamos já não será mais inesperado! Confuso.
É sempre assim, para as situações e para as personagens de todo esse enredo.  Sempre esperamos demais, de menos das pessoas. Difícil esperar o que elas realmente são. Mais difícil que acertar em qualquer tipo de loteria. É tão bom não esperar nada de ninguém, o que vier é lucro! Nada de decepções, nada de elevar excessivamente alguém que possa se achar superior. Nada de bom, nem de tão ruim. Assim. E se não pudermos controlar, melhor! Incontrolável é bem melhor, se for verdadeiro, tudo é melhor. O inesperado é melhor, muito melhor! Se alguém se apaixonar por você daquele jeito que você foi à padaria? Bicho, vai na fé! Simplesmente por isso que o inesperado é bem melhor, tão bacana alguém se apaixonar por você por aquilo que você é, não pela máscara de massa corrida ou pelos cabelos chapados, simplesmente pelo que você é! Só isso.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Seja você!

E
 ainda querem me dizer que estou errada! Tenha dó! Gentinha abominável que se criou tomando água de valeta em pote de margarina e agora reclama quando precisa tomar água da torneira em copos de extrato de tomate. Tenho toneladas de nojo de quem não se lembra de onde veio, de quem finge ser o que não é, forja falsos sotaques, e jamais, jamais abaixa a crista. O nariz empinado sempre! Como se fossem seres mais importantes que outros. E se é que são (não mais importantes, talvez mais influentes), beleza-intelectualidade-política-financeiramente ou em qualquer outro aspecto, isso lá é motivo pra se achar superior? Simplesmente não existem motivos satisfatórios que justifiquem tanto açúcar em um só cú!
C
reio que a soberba está no topo da pirâmide das piores coisas existentes no mundo! As criaturinhas mais arrogantes são as que mais têm crediários atrasados e nas lojas mais caras. Cara, gente simples, humilde, é um tesão! É a coisa mais linda que já inventaram. Sabe, gente que não tá muito aí pra aparência, anda ajeitadinho, mas não é escravo da moda. Gente que é o que é! Só isso!
T
alvez o mal-do século não seja a obesidade, mas sim a SQA (Síndrome do Querer Aparecer). E quando você se dá conta, também está muito mais preocupado com curvas no lugar, seios perfeitos ou um pinto bem grande. Bela porcaria, como se tudo isso fosse pra sempre! E ninguém parece estar nem aí para aquilo que fica independente do tempo, da idade. Porque o intelecto parece não ser excitante. E entre comprar um bom livro ou um vestido novo? Puxa, muita gente nem sequer pensa na primeira opção! Claro! Um livro não tem tanta capacidade pra deixar um pau duro como uma mulher bem gostosa num vestidinho tubinho, tomara-que-caia.
P
recisamos ser felizes como somos! Talvez imperceptível a muitos olhos, mas, vendendo só o que realmente somos sem propaganda enganosa. Sem se esconder por trás de sorrisos que não são verdadeiros. Sorrimos então, sorrisos sinceros, para que possamos receber sorrisos sinceros! Eu sou o que sou, não minto pra ninguém com relação às minhas escolhas, ao meu humor, aos meus sorrisos, às minhas preferências, e nem às minhas carreiras. Cú doce não tem moral pra dizer se estou certa ou errada. Porque sinceramente, prefiro ter narinas vermelhas e um pouco ardidas a ter narinas saudáveis, mas empinadas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Versos para um anjo

Assusta-me tentar entender o motivo que a fez ir embora tão cedo. Tão cheia de vida, alegre, dedicada, amiga, sonhadora. Sonhos cortados por uma lamentável fatalidade impossível de se esquecer. Lembro exatamente do momento em que um amigo, com os olhos assustados, veio até a mim dando a triste notícia. Eu estudava á tarde, porque nunca gostei de levantar muito cedo, então, depois da aula a gente jogava bola, bola do que tivesse, em um campinho de várzea atrás de casa, até ficar escuro, quando a mãe chamasse: “pra dentro”. E naquele 17 de outubro, não precisei esperar escurecer para entrar em casa. Assim que soube, corri chorando em direção à minha mãe que me abraçou e disse que só o que eu poderia fazer era rezar. Na época, eu tinha em meu quarto, o “cantinho da reza”, onde eu deixava todos aqueles anjinhos que ganhava nas brincadeiras de amigo-secreto, minha bíblia, meu terço... e rezava. Coisa de criança ou não, era daquele cantinho que eu gostava e era naquele cantinho que passei horas pedindo a Deus para que todo aquele tormento fosse um engano, mas não era, Deus tinha acabado de levar um anjo.

Eu, tinha apenas nove anos de idade quando a Lu se foi, mas lembro que a tristeza tomou conta de mim e de tantos outros. Ninguém sabe a verdadeira natureza da morte, cada um acredita no que acredita. Simples assim. Eu creio que a vida após a morte é serena e tranquila, creio que Deus a tenha levado porque tem um plano maior para ela. Sim, a morte é o que há de mais certo na vida, mas quando ela chega é tão difícil de aceitá-la. Só o que podemos fazer é rezar, ter fé acima de tudo, e escrever poemas para os anjos. Poemas pobres? Feios? Jamais! Poemas maravilhosos, mesmo sem rimas ricas, sem versos decassílabos, aliterações, blá-blá-blá... mas, ele vem agregado à uma manifestação da alma. São simples versos que, por mais confuso que pareça, não parecem ser escritos pelo “meu eu” de agora, e sim por uma criança, por uma menina de nove anos de idade que tragicamente perdeu sua amiga há dez anos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Colapso compassivo

N
inguém mais se conhece nesse mundo. Puta que o pariu! Saber nome e endereço, nos dias atuais, me parece o conceito adequado para o verbo “conhecer”. E talvez por as pessoas não se conhecerem o bastante, elas não aceitam umas às outras como realmente são. Triste é saber que 24 meses não são suficientes para alguém te aceitar como você é (às vezes duas décadas não são, ou uma vida inteira, quem sabe). A verdade é que algumas pessoas querem simplesmente que você seja um projeto que elas arquitetaram, que você se comporte exatamente como elas querem... Ah, desculpa, mas, comigo não! Sinceramente, 24 meses já é tempo demais sendo o seu projetinho fútil. Cara, dois anos equivalem a umas 17.000 horas, se não estou enganada (vale lembrar que a matemática me odeia). Caramba! Só queria saber em que mundo estavam os meus neurônios durante todo esse tempo.
C
achaça da mais vagabunda, e no bolso, os meus enrolados de papel. Há dois anos, naquela noite tão gelada, você parecia não se importar com nada disso. Eu não via mais nada, apenas sentia. Sentia uma coisa maravilhosa que jurei ser pra sempre. Quanta infantilidade! Você parecia me aceitar precisamente como eu era, como eu sou. Sabe, por algum momento tive a certeza de que eu não precisaria ser alterada, modificada, pensei ter vindo pronta de fábrica, achei que você não se importasse com minha maneira de ser, beber, rezar, dançar diferente, fumar, comer cascas estranhas, chorar até as tripas, escrever bobeiras como estas, e amar loucamente alguém que também diz me amar, mas diz me querer com comportamentos diferentes. Que diabos de amor é esse? Ama-se pelo que a pessoa é, e não pelo que queremos que ela seja.
E
 u não preciso nem parar pra pensar se sentirei sua falta, não tenho ao menos 5 cm de dúvida! É claaaaro que vou sentir. Sentirei falta de ver 48 ligações perdidas no meu celular, e também de não ver nossa foto no plano de fundo quando eu abrir o flip. Sejamos realistas, também vou sentir falta da sua moto ^^ (apesar dos tombos), do seu cachorro que a gente levava na mochila, dos jogos de canastra que você sempre ganhava, de ver você trabalhando naquele escritório chato (cá entre nós, contabilidade é chato pra caralho), de te ver ganhando a artilharia dos campeonatos de futebol, de ver você laçando nos rodeios, e até dos seus sertanejos universitários. Podemos tentar sempre, sempre e sempre, nunca vai ser pra sempre se esses seus preceitos banais não aceitarem esse meu mundo que você julga politicamente incorreto.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tenhamos fé, e isso basta!

C
otidianamente vemos tributos para compositores consagrados, artistas memoráveis, jogadores de futebol que jamais serão esquecidos. Gosto muito de futebol, não nego de forma alguma minha paixão por música e a admiração por tantas figuras importantes nestes cenários. Porém, existe uma figura ainda maior que todas estas citadas: Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Ela nos ensina a amar e a conhecer Jesus, o verdadeiro Jesus que se faz presente em nossos corações. Uma mãe sempre conhece o seu filho, não é? Que outra forma seria mais fácil de conhecer Jesus se não através do amor de sua mãe? Como dizia o papa João Paulo II, “Não é cristão de fato aquele que não tem amor pela mãe de Cristo”.
P
ensando na devoção que tanta gente tem pela nossa Padroeira, peguei-me a pensar também, naqueles que em nada acreditam, naquele grupo que tanto tem aumentado nos últimos anos. Talvez a falta do Ensino Religioso nas Escolas, a proibição de manifestações religiosas em alas públicas, sejam alguns dos motivos do aumento de 10% da comunidade ateísta no Brasil em 10 anos. Isso me assombra! O que me deixa ainda mais abismada é a posição dos governantes atuais, eles simplesmente fazem uma baita confusão entre Estado Laico e Estado Ateu. Ultrapassa todos os limites do ridículo!
S
em marketing de fé, ok? Se alguém aqui quer isto, faça o favor de virar o botão da sua televisão até se deparar com aqueles sentimentalismos baratos, exposições que chegam a ser tristes de tão falsas (e olha que não é muito difícil). Medite, ame baixinho e verdadeiramente. Independente de qual seja a religião, basta ter fé! Precisamos ter fé em um futuro (talvez se eu dissesse “melhor” estaria sonhando muito alto ^^), então, em um futuro menos pior do que este presente poluído. E esta poluição a qual me refiro, não é a de seres que mentem para os pais sobre a nota de uma prova de interpretação textual, ou seres que não vão á missa uma vez por semana. Na verdade, não tem algo de tão ruim nisso!  A poluição maior é a barreira que criamos em um lugar onde deveria acontecer justamente o contrário, é essa sensação idiota de querermos ser uns melhores que os outros, de acharmos que somos quando na verdade somos todos iguais.
M
uito pior do que faltar á missa e não ler sequer um versículo da Bíblia ao dia é recriminarmos nossos irmãos por suas atitudes, sua maneira de se vestir ou seu jeito de falar. Cada um sabe o que faz (ou não), mas isso não cabe a você julgar, não cabe a mim. Talvez se aceitarmos uns aos outros, sem distinção de raça, classe social, opção sexual ou até mesmo aparência física, esse tão sonhado “futuro melhor” não seria apenas um sonho. Lembre-se: “Deus te aceita como você é, a sociedade não”. Tentemos então, mudar este conceito.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Recomeço!

E
ntendo o recomeço como uma necessidade humana, porque sempre estamos criando novas perspectivas, novas receitas, novos blogs, começando um novo começo mais uma vez, e mais uma vez. Eu até poderia dizer aos caros leitores que esta nova tentativa de expor meus simples escritos será diferente, e que esta página será atualizada semanalmente (pelo menos) mas, como não sou lá das mais confiáveis (e acho que ninguém é realmente) prefiro aqui deixar uma incerteza e portanto, não os iludir muito (!!)
S
e os palhaços fracassam quando não fazem o público rir, podemos dizer que os escritores falham quando ninguém se lê o que lhe é escrito. Parece-me um tanto frustrante! E é ainda mais quando se pensa na frase: “direta ou indiretamente tudo o que escrevemos é para alguém”. Mas e se ninguém o lê? Ah! Alguém sempre lê! Seja porque cultua o hábito da leitura mesmo que por textos supérfluos ou porque está fazendo uma pesquisa de desvios ortográficos frequentes na internet! O motivo é o que menos importa, só o que importa é a nossa habilidade em descarregar 36 quilos de tristeza ou dividir 80 litros de alegria, euforia, a cada linha que escrevemos. Porque nada disso pode ser medido, calculado... cada um tem o que tem, alguns têm o que merecem. Uns com mais intensidade, outros com menos correspondência, mas todos nós temos anseios que almejamos compartilhar.
Q
ue os bons sentimentos se multipliquem sempre!   \o/  Positividade máxima para este novo começo!