terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cidade Maravilhosa...

Escrever em um momento de tamanha revolta, pode até ser arriscado, arrogante ao denunciar tanta injustiça em um mundo tão mesquinho onde uma bunda vale mais que mil cérebros, onde uma carreira daquela MALDITA FARINHA vale mais que uma vida.
Tudo parece ser tão perfeito na zona sul, célebres artistas desfilando naquelas calçadas, os mais altos prédios que brigam em uma disputa por beleza maior! Voltando um pouco, veremos não mais o cenário das novelas, mas o cenário dos jornais, ouvindo o som das sirenes a todo instante, percebendo a frieza de um nativo ao contar o caso da jovem que no dia anterior atravessou desesperadamente a Avenida Brasil, com os seios despidos fugindo de um individuo que a perseguia com uma faca. Sendo obrigados a ver os restos mortais de um homem que acaba de ser assassinado, uma cena tão forte e triste que nos deixa abismados. Ouviremos então, o mesmo nativo, rindo das nossas atitudes e dizendo ser normal ver presunto fresco a todo o momento nas ruas.
Arrepia-me tamanha impassibilidade, assombra-me tamanha conformação! O que fizeram com o mundo? O que fizemos dele? Um mundo onde vemos indigentes humanos tendo que tomar banho com um litro de água em um banco de praça, onde vemos favelas parecendo empobrecer mais em cada 100 metros que andamos. Nada de demasia, muito pelo contrário, poupo a inocência dos olhos que por algum motivo correm por este meu texto, um texto pobre, só não mais pobre do que aquelas crianças que assediam qualquer motorista ao parar no sinal vermelho em busca de dinheiro para que possam sustentar seus vícios. Em meio a tanta desigualdade, em meio a tanta violência, em meio a uma realidade tão infeliz, fico transtornada, cabe a mim me perguntar: Quando é que isso parar? Não vai parar. Pelo menos não, enquanto não colocarmos em prática aquilo que há tantos mil anos está na bíblia e que só agora os jornais, a mídia, os revolucionários estão tentando pregar:
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!


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