N |
ada de muito definível, absolutamente nada de equilibrado entre os extremos. Tudo fora dos padrões, como se um relógio estivesse funcionando do lado contrário ou coisa parecida. Uma triste sensação de perda, sensação de revolta, sem volta, acabado, findado sem consentimento. Jeitos, olhares, sorrisos, encantos... uma doce projeção arquitetada por mais uma vítima dos sentimentos mais cafonas existentes.
U |
ma maneira diferente de ser, mil incógnitas em um só olhar, um jeito de caminhar bonitinho, calçando um all star e usando uma mochila nas costas. Ah, aquela mochila! Uma mochila azul jamais esquecida, e um jeito de falar tão lindo, mesmo que a tenha ouvido uma só vez... Incrível como as pessoas se transformam depois de conhecerem alguém, ou saberem que esse alguém existe. É no mínimo cômico, não impetro explicar e acho que ninguém o explica. Mas quando você vê esse alguém atravessando a rua, ou parado a alguns metros da sua frente, ou caminhando atrás de você, tudo e só o que você queria era poder abraçá-la e mostrar ao mundo o quanto ela é linda, o quanto você tem pensado nela nos últimos dias, semanas, nos últimos oito meses, ou sei lá! Deixemos essa coisa de “outras vidas” encarregada de explicar sentimentos abstratos, incompreensíveis. Desejos estranhos, frio, barraca, doces, você! Sensações estúpidas de perdermos algo que jamais nos pertenceu.
O |
ito horas de sono, oito horas de sonho. Talvez essas sejam as oito melhores horas do dia porque estou ao seu lado. Tomamos café forte, filme dos piores é o que há, inverno, chuva, risos, sexo! Enfim, o celular desperta e uma música poderosa traz à tona tudo o que se quer esquecer. O sol batendo na cara, um calor infernal, você lembra que é dia 17 de dezembro. O inverno, o café, você, tudo isso foi só mais um sonho idiota. Mas seria tão bom!